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Botões hibernar/suspender no Xfce 4.6

Caso não queiras usar os botões de hibernar e suspender no Xfce 4.6, há uma forma simples. Abra um terminal e digite (ou copie) os seguintes comandos:

$ xfconf-query -c xfce4-session -np ‘/shutdown/ShowSuspend’ -t ‘bool’ -s ‘false’
$ xfconf-query -c xfce4-session -np ‘/shutdown/ShowHibernate’ -t ‘bool’ -s ‘false’

Dica extraída do fórum Xfce.

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Acelerando cache e temporários

Há alguns anos, havia escrito um pequeno roteiro para usar o /dev/shm a fim de mover algumas coisas para a memória RAM, que é mais rápida que unidades de disco rígido (HDs) ou de estado sólido (SSDs). Tal procedimento beneficia a quem usa dispositivos portáteis (netbooks, notebooks, laptops etc.) pois evita diversas operações de escrita/leitura que abreviam o tempo de utilização das baterias. E a todos, diminui a latência.

A dica é mais para quem usa o navegador Chromium no Ubuntu e derivados, mas com um pouco de adaptação, pode ser usada com outros navegadores (Firefox, Google Chrome, Konqueror, Midori, Mozilla…).

Em primeiro lugar, vamos mudar a localização onde o Chromium grava o cache dele. Para isso, abra o arquivo /etc/chromium-browser/default com o editor de tua preferência e coloque a linha abaixo:

CHROMIUM_FLAGS="--disk-cache-dir=/tmp/chromium-cache-$USER"

O mais importante é que tenha a variável $USER e junto a ela um nome que identifique o conteúdo do diretório. Feito isto, feche todas as janelas do Chromium para que as alterações surtam efeito.

A segunda parte da dica é um pouco mais crítica, pois pode haver a necessidade de fechar-se a sessão do usuário por corrupção do conteúdo do diretório de temporários (/tmp).

Abra o arquivo /etc/fstab e adicione a seguinte linha:

tmpfs /tmp tmpfs noatime,mode=1777 0 0

Salve o arquivo, feche-o e execute:

$ sudo mount -a

A partir deste momento, os temporários estarão na memória RAM, levando menos tempo para serem acessados. E como o cache do navegador estará lá também, a experiência do usuário é melhorada, pois o conteúdo é carregado mais rapidamente, inclusive evitando a famigerada fragmentação da unidade de disco. Convém lembrar que o conteúdo em /tmp desaparecerá quando o computador for desligado.

OBS.: apesar de não ser recomendado para desktops e notebooks com discos rígidos ou máquinas usadas em produção (servidores) e máquinas usadas em testes (onde é preciso manter-se o máximo de informações possível), no caso de netbooks ou outros computadores portáteis com SSD, é possível colocar-se em RAM os diretórios /var/log e /var/tmp, bastando adicioná-los ao /etc/fstab.

tmpfs /var/log tmpfs noatime,mode=1777 0 0
tmpfs /var/tmp tmpfs noatime,mode=1777 0 0

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Ksplice no Xubuntu

Resolvi testar ontem, e até o momento, atualizei a glibc e não foi necessário reiniciar o computador. Há uma página com instruções, mas como estão em inglês, vou fazer uma benevolência aqui e colocar “mastigadinho” para o Lucid Lynx (10.04, versões 32 e 64 bits).

Por favor, peça uma chave de acesso aqui, que a mesma será enviada para o e-mail especificado. Com esta chave será possível instalar o pacote Uptrack em todos os computadores desejados (grátis apenas para Ubuntu e derivados, não me perguntem a razão).

Para habilitar o repositório do Ksplice e instalar o Uptrack, crie o arquivo /etc/apt/sources.list.d/ksplice.list com as (duas) seguintes linhas:

deb http://www.ksplice.com/apt lucid ksplice
deb-src http://www.ksplice.com/apt lucid ksplice

Nota: particularmente penso que “deb-src” é dispensável; se achares também, comente a linha com um “#” ou não a inclua.

Agora rode os comandos abaixo, em ordem:

$ sudo apt-get install ca-certificates
$ wget --no-check-certificate https://www.ksplice.com/apt/ksplice-archive.asc
$ sudo apt-key add ksplice-archive.asc
$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install uptrack

O diálogo de instalação é em inglês. Será solicitada a chave de acesso: copie-a do e-mail recebido e cole-a no respectivo campo. Aceite a licença de uso (se ainda não tiver feito isto) e por fim rode o seguinte comando:

$ sudo uptrack-upgrade -y

Pronto! Agora reboot é coisa do passado! :-D

Para os módulos de vídeo proprietários da Nvidia, é necessário recorrer a um “macete”, já que o dkms não faz o serviço direito caso GDM ou o X estejam rodando. É necessário que os módulos já tenham sido instalados (com falha ou não) via synaptic ou update-manager.

Feche todas as janelas que estiverem abertas, feche o gerenciador de janelas e volte para o GDM (no caso do KDM ou XDM, o comando será diferente). Quando a tela de login aparecer, pressione CONTROL+ALT+F1 para ir ao tty1. Dê login em modo texto e faça o seguinte:

$ sudo service gdm stop
$ sudo rmmod nvidia-current
$ sudo dpkg-reconfigure nvidia-current
$ sudo modprobe nvidia-current
$ sudo service gdm start && exit

Não sei como proceder ou qual a necessidade no caso de usar os drivers da ATI. Os que vêm no Xorg, via de regra, comportam-se bem, bastando sair do X e retornar.

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xfs — diminuindo a fragmentação

É jogo rápido: ao contrário das lendas propagadas, os sistemas de arquivos usados no Linux atualmente (xfs, jfs, ext4fs etc.) possuem algum nível de fragmentação (na verdade, sempre possuíram…). Como eu sempre recomendo ao pessoal que possui arquivos grandes (imagens de DVD, ISOs e qualquer coisa com mais de 100MiB) o uso do xfs no Linux, então mãos à obra.

Editar o fstab para melhorar o desempenho e diminuir a fragmentação — parece bobagem, mas existem configurações úteis para quem deseja melhorar o desempenho em unidades de disco com partições xfs. Exemplo:

/dev/sda5 /home xfs noatime,nodiratime,logbufs=8,allocsize=8M 0 2

No caso acima, o sistema não grava a data de último acesso em arquivos (noatime) e diretórios (nodiratime), aumenta o espaço para cache do journaling (logbufs=8), e aloca mais espaço (8MiB) para escrita concorrente de arquivos (allocsize=8M).

Verificar o nível de fragmentação de uma partição xfs:

$ sudo xfs_db -c frag -r /dev/sda5

E para desframentar online o sistema de arquivos (sem a necessidade de parar todos os processos, reiniciar em algum runlevel para manutenção ou algum outro procedimento esdrúxulo):

$ sudo xfs_fsr -v /dev/sda5

Caso tenhas o pacote zenity instalado, é possível fazer uma janelinha de diálogo para leitura posterior do que foi reorganizado pelo xfs_fsr:

$ sudo xfs_fsr -v /dev/sda5 | zenity --text-info --width 480 --height 240

Para referência/fonte de consulta, o melhor é sempre a documentação original ou algum HOWTO completo.

http://xfs.org/index.php/XFS_FAQ

http://www.debian-administration.org/articles/388

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